Enjoy The Silence

14 Out

Hoje vou falar de Silent Interlude, edição #21 do gibi do G.I.Joe nos longinquos anos 80. Segundo Scott McCloud, “esse quadrinho foi uma espécie de divisor de águas para desenhistas de sua geração. Todo mundo se lembra. Era como 11 de Setembro.”
O que ele queria dizer com isso, você me pergunta?
Esta era um revelação intrigante, pois em 1984 quando Silent Interlude atingiu as bancas, poucas pessoas deram valor a um quadrinho que servia pra vender brinquedo.
No entanto, G.I. Joe da Marvel era escrita por Larry Hama, um artista e um ator que, na década de 1970, espreitava à margem da cena underground de quadrinhos. Hama foi e é um artista marcial, e veterano do Vietnã, e, lendo suas histórias em G.I. Joe, é claro que ele assumiu o conceito paramilitar tão a sério quanto seus leitores adolescentes. Ele também foi ativo na comunidade asiática de Nova York, e ele tinha um cuidado especial em histórias envolvendo personagens asiáticos. Ele não assistia ao desenho do G.I. Joe, o que provavelmente ajudou.Por suas contribuições, Hama foi imortalizado como um Action Figure do G.I.Joe: Tunnel Rat, um especialista em explosivos, trabalho de Hama, no Vietnã. “Silent Interlude” não é uma história complexa. Scarlett, uma das figuras femininas no GI Joe, é capturada pelo Ninja Storm Shadow dos Cobra. Enquanto ela tenta sair de sua masmorra, Snake-Eyes desce de pára-quedas na sede da Cobra, luta contra ninjas maléficos, e encontra-se com Scarlett no hora de salvarem uns aos outros de Storm Shadow e voarem juntos em um Jetpack. Conheço pessoas que boicotaram o filme do G.I. Joe porque colocaram Scarlett em um romance amoroso com Duke, em vez de Snake-Eyes.

Depois de toda essa conversa furada nerd, vem o que realmente interessa nessa história: A única coisa notável sobre o assunto, é claro, o seu o silêncio. Histórias em quadrinhos na década de 1980 eram prolixos. “Silent Interlude” corta o palavreado, em um seqüência de ação de 22 páginas. A arte anatomicamente cuidadosa de Hama (ele desenhou várias edições de GI Joe), não é bonita, mas tem uma clareza que se aproxima perfeitamente da pantomima. “Silent Interlude” demonstra como contar uma história visualmente. Ouvir cartunistas que eram crianças nos anos 80 falando sobre isso, eu me lembro de artistas mais velhos que se lembram do manga Tezuka’s Treasure Island, primeiro romance do mestre, com a sua seqüência de abertura sem palavras, cinematográfica.

Ao que parece, não dá pra ignorar os diversos gêneros de quadrinhos, pois até mesmo em uma revista que foi feita pra lucrar em cima de brinquedos, pode se encontrar coisas inspiradoras, pois décadas depois de Silent Interlude, ainda vemos esse recurso sendo usado em algumas histórias, como por exemplo, aquela do Homem-Aranha que a Marvel publicou na época dos ataques do 11 de Setembro.

Influências estão em todo lugar, basta saber enxergá-las. Até a próxima!!

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