I’m Not An Artist. And you??

12 Out

Foi logo no começo do ano que tive contato com esse projeto conhecido como I’M NOT AN ARTIST – THE DAILY ODYSSEY OF THE CREATIVE PROCESS, o qual fiquei muito impressionado com a criatividade do autor. O que rola aqui é HQ no seu modo mais simples, não no sentido de ser simplória, claro. Trata-se do sentido que o artista e pesquisador John Maeda emprega: a de que simplicidade é sinal de inteligência – contraposta à ideia de que a complexidade demonstra confusão mental (para se aprofundar no conceito, o autor tem um livrinho delicioso chamado As leis da simplicidade, editado há poucos anos no Brasil). É, gente!! O Minimalismo as vezes pode funcionar mais do que páginas cheias de efeitos, virtuosismo visual, e textos verborragicamente mirabolantes.

I’m not an artist é um trabalho de design maravilhoso, que começa no traço do artista africano Serge Seidlitz, lúdico e sem frescura, mas que não para na arte. A trilha sonora de El Miku, por exemplo, é onipresente, mas contida. Não tem nenhuma palavra. Limita-se apenas a dar um clima ao que está desenhado, usando vez ou outra uma sutil onomatopeia sonora.Outra demonstração de simplicidade é a navegação. Nada de mouse, de percorrer páginas simuladas, de fazer quadros se mexer. Basta apertar a tecla de espaço para ler a história toda.

Não há um único talento que se sobreponha aos demais. Como nas HQs convencionais, a força está na articulação de roteiro, arte e narrativa. Para a história engrenar bem, todo o conjunto deve estar articulado. Há resquícios de animação, porém ela não está dentro dos quadros. Apenas a navegação é animada – de certa forma, como o próprio olhar do leitor, que usualmente percorre um trajeto no papel.

O resultado é que um tema complexo e abstrato como o branco criativo ganhou uma interpretação viva, intensa e divertida.

Para completar, a HQ consegue, ao final, passar uma mensagem publicitária a respeito de uma escola de design de Barcelona de uma forma instigante – e dá vontade de saber que escola é essa que opta por falar assim com o seu público.

Além disso, não se limita a um formato só. Além da versão digital, a HQ foi reproduzida em pôsteres (mostrados nesta página), anúncios e até numa revista.

Esse trabalho cria uma luz no fim do túnel para aqueles que estão cansados do convencional e do que está em voga na nona arte, hoje em dia. Talvez seja pretensão minha dizer que esse seja o novo meio de se fazer quadrinhos no futuro. Pra mim, esse projeto está a frente de seu tempo e deve ser refinado e aprimorado. Espero que vocês, tanto quanto eu apreciem “I’m Not An Artist”!! Inté!

Trechos tirados de: UniversoHQ

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